-- Alto do morro

Alto do Morro

O nome desse núcleo entregava de imediato sua localização. Composto por apenas 4 residências estava, de fato, assentado no topo da montanha, no platô, quando o terreno ficava plano, acima da Casa de Válvulas e na parada final do trolinho. 

Nos primeiros anos de operação os moradores dali eram funcionários da companhia que trabalhavam, exclusivamente, como operadores do trole na Casa de Válvulas. Seu trabalho consistia em acionar as máquinas que puxavam, através de um cabo de aço, o trole, morro acima, ou para fazê-lo descer pelo mesmo sistema.

O ponto de partida do trole ficava "às costas" da Usina. Dali, a próxima estação, era a alameda  das Casas dos Chefes. Continuando a ascenção, a estação seguinte, ficava junto à Pensão do Balanço. E, a parada final, como já dissemos, no Alto do Morro.

Os operadores, na Casa de Válvulas, recebiam um sinal sonoro do condutor do trole, produzido pelo contato de um arame preso a um bastão num fio eletrificado que acompanhava a via férrea de ponta a ponta. A cada acionamento da campainha o maquinista na Casa de Válvulas procedia a "partida" ou "parada" do veículo, controlando o seu deslocamento.  

O "Alto do Morro" era passagem obrigatória para quem se dirigisse até as represas à pé. Essa pessoa subia de trole, desde o "Acampamento" ou "Balanço" e, lá em cima, pegava uma trilha até a barragem da represa 2.

Quem quisesse prosseguir até a represa principal, a partir do reservatório 2, deveria seguir se equilibrando num estreito muro de contenção que botava medo em muita gente. Afinal, num dos lados estavam as ameaçadoras águas do canal e, do outro, um assustador precipício de cimento. Para qualquer lado que alguém caísse, a chance de ferimento sério ou morte era real.

No final da década de 60, uma estação meteorológica foi construída no Alto do Morro e esta  passou a fornecer informações importantes para as operações da usina.

Além do trole, outra opção de acesso ao Alto do Morro era por uma estrada sinuosa de terra que conduzia, numa larga volta, de um lado, à barragem principal e do outro, contornando a montanha, à  Votorantim, Santa Helena, Baltar e, também, à portaria de acesso à Usina.