Jornada Fotográfica ao interior da Vila da Light
Primeira vista da portaria que dava acesso à Vila
Esse local era chamado de "Portão" pelos moradores
Na gestão C.B.A., a portaria original foi derrubada e substituída por outra mais à frente.
Como um triste memorial foram preservadas apenas essas duas grandes pilastras de pedra.
A portaria atual fica entre esses dois postes
Após a portaria chega-se a esse trecho, por razões óbvias, conhecido como "curva do vento"
No meio da curva, do outro lado do rio, os primeiros relances do prédio da Usina
A seguir, sequência de fotos do prédio da Usina (Casa de Força)
O prédio da Usina, a ponte de ferro e as tubulações na montanha,
vão ficando para trás à medida que se avança pela estradinha de terra rumo à Vila
A sólida ponte de ferro, importada dos E.U.A., vista a partir da Usina
Após a Usina, na outra margem do rio, os escritórios
Após os escritórios, do outro lado do rio,
começam a aparecer as instalações da garagem
Essa pequena ponte de concreto ligava a estrada, vinda da portaria,
ao caminho de acesso à Usina, escritórios e garagem
Esse capinzal escondia o leito do rio que vinha da Cachoeira até a Usina
Prédios da garagem, escritório e Usina ao fundo
Neste ponto, além da curva à esquerda para a ponte havia, nos anos 60, uma bifurcação um "aterro" que prosseguia reto à direita, paralelo ao rio, até a altura da escola. Esse caminho ficava à direita na foto, onde nota-se um emaranhado de árvores. Um leve tom cor de terra é o único indício de que, um dia, existiu ali uma estrada.
A pontinha, nos anos 90, ganhou esse anteparo amarelo. Mas, o que chama atenção aqui é o rio sendo tomado pelo capinzal revelando um total descaso por parte da empresa concessionária
Mais uns passos e os dois caminhos bifurcavam dando acesso ao vilarejo
e às casas dos chefes (*Leia sobre este trecho na subpágina "Acampamento", da aba "A Vila" )
Rumando para o Acampamento
A pequena escola era o primeiro prédio à entrada da Vila
À direita, a escola...
...Em frente, a Vila
Após a escola, à direita, um pátio com as primeiras quatro casas surgia
Duas, dessas primeiras 4 casas, podem ser vistas no alto desta foto. Nos anos 50 e 60 todas as casas da Vila eram assim: caiadas, com telhados bem cuidados, portas e janelas pintadas. Todas bem conservadas e com cercas-vivas à frente
Detalhe do fundo do pátio onde ficavam as quatro primeiras casas
No pátio das primeiras casas (ele residia numa delas) "seo Bentico" posa ao volante de um carrão
Depois que as cercas de pinheiro cresceram, essa era a vista que os moradores das primeiras casas tinham do pátio e das casas que subiam para a Cachoeira
A leve subida que dava para as cachoeiras
Mesma rua, já quase chegando na cachoeirinha
Foto deslumbrante da cachoeirinha em tempos de cheia
Esta foto (restaurada com software especial) talvez
seja a foto mais antiga já obtida da cachoeirinha
Foto dos anos 60 mostra como os moradores da Usina de Itupararanga aproveitavam seu dias de Verão. Como num clube, famílias inteiras se reuniam nessa linda lagoa da cachoeirinha. Havia os que, em vez de se refrescarem nessas águas, preferissem trepar nas ingazeiras em busca de seus frutos.
Crianças se refrescando na Cachoeirinha. O cabo de aço delimitava o ponto máximo até onde as crianças podiam ir. A parte mais funda da lagoa ficava às costas desses foliões. Naquelas pedras à esquerda, no alto da foto, nota-se duas barras de ferro (em forma de "L" invertido) que serviam de base para um trampolim...
Foto maravilhosa da cachoeirinha feita pelos engenheiros gringos em 1911. Originalmente o registro foi feito em PB, já que não existiam fotos coloridas na época, e, posteriormente, por nós colorido, para melhor observação de detalhes. Se você ainda não conseguiu identificar o trecho, logo abaixo dessas pequenas cascatas é onde, nos anos que se seguiram, com o represamento das águas, ficava o trampolim.
Registro do mesmo local da foto anterior em tempos de águas represadas
Talvez este seja um dos registros da cachoeirinha com menos água já feito. Sem a beleza do volume das águas resta um cenário de desolação...
Nas fotos a seguir, um pouco mais da lagoa, a qual chamávamos "cachoeira" ou "cachoeirinha" (para distingui-la do grande salto dezenas de metros acima, o "cachoeirão").
Este cantinho da cachoeira a gente chamava "correnteza". Era gostoso vencer a correnteza no peito e escalar as pedras - na altura de onde a água ali dentro é mais branca - e subir pelas pedras até o piso de cima.
Hora de pegarmos os dois lances de escadas para o Cachoeirão!
Primeira escada, em ângulo oposto.
Depois das escadas era atravessar este platô de granito até uma trilha que começava perto daquela enorme rocha, atrás da primeira pessoa, à direita, na foto.
E depois de uma caminhada de poucos minutos, por uma trilha que ficava do lado direito da encosta, chegava-se, finalmente à maior e mais bela queda d' àgua da região: a Cachoeira de São Francisco. A seguir várias fotos desse lindo lugar...
Após termos nos encantado com as belezas naturais do Cachoeirão, iniciamos o caminho de volta da área das cachoeiras, para as ruas da vila. As imagens que seguem, infelizmente, são muito tristes e chegam até a causar revolta, pelo estado de abandono e destruição promovido pela administração CBA desde que esta passou a ser a concessionária da Usina.
Esta é a famosa Sede Nova onde muito do lazer da vila acontecia. Ela ficava defronte ao campo de futebol e era o local onde, nas noites de Quarta-feira, eram exibidos filmes e, nas noites seguintes, os jovens disputavam partidas de ping-pong, damas, baralho. Nos finais de semana aconteciam os inesquecíveis bailinhos ao som de discos de vinil rodados numa velha vitrola.